Ghosting: quando a dor não faz barulho

achsiov

Se você está de alguma forma fora do padrão de beleza, está solteiro e vive nessa nossa sociedade tecnológica, esse texto vai te contemplar. Talvez, nem os padrõezinhos estejam livres (duvido um tiquinho). Quanto mais longe do padrão você estiver, mais provável que você já tenha passado por uma situação de Ghosting na sua vida (com uma frequência até meio doentia). E como ninguém é santo, aposto que você também já fez isso com alguém. Mas, gente, o que é isso?

Lembra que eu já falei sobre desapego e sociedade líquida? Pois então, o ghosting nada mais é que o abandono cruel e silencioso. Imagine, você está conhecendo, conversando ou em alguns casos, até mesmo tendo um relacionamento com uma pessoa. Tudo parece bem e vocês se falam sempre. De repente esse alguém vai parando de te responder, diminuindo a frequência e some, muitas vezes, sumindo do dia para a noite. Para de responder, atender, procurar e perguntar. Eis que é como se aquela pessoa nunca tivesse existido porque foi assim que tudo se sucedeu: sumiço. “Ghosting” é uma palavra que entrou para o dicionário britânico Collins em 2015 e vem da palavra “ghost”, que significa “fantasma” e significa nada mais nada menos do que o ato de se afastar de uma pessoa DO NADA!

Tenho um amigo que namorava um cara e de repente ele se afastou, parou de responder e o bloqueou de todas as redes sociais. Foi assim que o relacionamento acabou, do dia pra noite. Tem ideia de quão cruel isso é? Pois então, estudiosos já falam que essa prática afeta muito às partes. Quem é vítima de ghosting se sente um nada e tem um golpe pesado em sua autoestima. Quem pratica sofre de culpa, remorso (e claramente desconhece o termo “empatia”). 

O problema está aonde? Acertou quem disse sociedade de tempos líquidos, tecnologia e falta de empatia. Aprendemos que é só clicar no “x” vermelho do canto superior e tudo some. Acreditamos que pessoas são abas de janelas e que podemos simplesmente fechar. Apagar por completo sua existência e importância. E cá estamos nós, aprendendo como não ter empatia. Te digo por experiência própria: isso é horrível. Não foi uma ou duas vezes que passei por isso e não duvido nada que ser gordo não foi um agente complicador… A pior parte é que a gente começa a crer que isso é comum. Achamos “aceitável” quando alguém começa a ficar estranho e para de falar com a gente sem nenhuma explicação. Percebe quão louco é isso?

Então, te peço encarecidamente, como sempre peço nessa editoria chamada Âmago: Não seja um otário, seja empático! Aprenda a entender o outro e respeitar elx como um ser humano que tem sentimentos, carências e necessidades assim como você. Entenda esse alguém como o universo que elx é. Ser vítima de ghosting é horrível e aposto que você não quer ser um agente causador. Pelo amor de todos os santos, seja uma boa pessoa e cultive diariamente a empatia. Acredite: sem ela, voltamos a ser selvagens.

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