Beija Eu

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#pracegover Casal em cor de rosa beijando-se entre flores.

We Heart It | Reprodução

O que é um beijo pra você? Saciar desejo? Experiência espiritual? Um número? Uma história? Bem, não existe uma resposta certa pra isso, é algo extremamente pessoal. “Lara, então por que diabos você vai falar disso se é pessoal?”. Calminha, a verdade é que meu ponto de vista sobre o beijo e o sexo, ainda mais levando a minha geração em consideração, pode te assustar um pouquinho.

A verdade é que beijar pra mim não é necessidade, é opção. Não que eu seja a dona da razão, não mesmo. Gostaria muito de ser o tipo de pessoa que curte beijar vários, viver essa experiência… Mas, pior que não sou. Beijo pra mim precisa ter história, início, meio e fim. Precisa de envolvimento aos poucos, em câmera lenta, experimentado com todos os sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição). Não seria nada do prato principal sem acompanhamento, sem o cheiro no cangote, sem a troca de olhares, sem a conversa despretensiosa pré-beijo.

Sou uma romântica incurável, eu sei. Porém já aceitei que essa é quem sou, não é algo pra se envergonhar. Bem, não é que pra beijar eu precise de um príncipe encantado ou que um grande amor nasça dali. Não é esse o ponto! Pode ser sim casual, mas não sem sentimento, sem história. Gosto de pensar que o beijo só vale a pena se for lembrado, sem precisar de elementos como flores e chocolates, mas que esteja fresquinho na memória quando for contar pra alguém, mesmo depois de anos. Sou assim, uma apaixonada por história (seja do tempo ou do lirismo) e ela tem que estar presente em tudo na minha vida.

“Tá, mas por que está dizendo tudo isso?”. Eu prefiro acreditar que não sou a única maluquinha no mundo que pensa assim. Repetindo: não que o meu jeito de pensar seja certo ou errado, cada um tem sua verdade e está certíssimo em segui-la! Mas o que me incomoda é ser classificada, assim sem mais nem menos, de careta, celibatária, fresca, enjoada… Santinha? Não bebê, sou safada até demais! Apenas tenho uma relação diferente com o amor, o beijo e o sexo. Ser casual não é errado, ser romântica também não.

Ser você é o certo, ser sincero com você mesmo é o que deve ser feito. E quanto a isso, sou sincera com meu carinho sem pressa e meu envolvimento completo (do físico ao emocional). Pra mim beijo deve ser levado como um momento a ser transformado em poesia, que possa depois ser transcrito em versos. Nada contra beijos de balada e de carnaval, até gostaria de ser assim. Porém meu eu é, feliz e infelizmente, muito lírico. Meu romantismo é de namorinho de portão, de serenata na janela e não sou certinha ou santinha por isso. Sexo pra mim é uma relação muito diferente, mas isso fica pra outro texto…

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